Christian Horner acredita que os próximo regulamentos de motores na Fórmula 1 se devem concentrar em proporcionar espetáculo em vez de uma plataforma dos construtores desenvolverem novas tecnologias.
Os atuais regulamentos – com complexos sistemas híbridos – têm sido bastante criticados, nomeadamente por que as unidades motrizes não produzem o ruído que foi sinónimo da F1 nas décadas de 1990 e 2000. As regras de motores atuais vão vigorar até 2020, trazendo a possibilidade de uma mudança no final da década, com o novo responsável da F1 Ross Brawn a ter uma palavra a dizer sobre o assunto.
Horner tem poucas dúvidas sobre qual o caminho a seguir, mas também admite que a última palavra será dos novos donos da F1. “Penso que o novo detentor dos direitos comerciais irá ditar o que se irá seguir, porque ele vende um produto. Para mim a F1 deve ser em primeiro lugar um espetáculo e a tecnologia deve desempenhar um papel secundário”, defende o diretor da Red Bull Racing.
“Eu preferia volta aos motores atmosféricos, lancinantes V10 com um sistema de recuperação de energia padrão. Talvez não seja o que a Mercedes ou Honda votariam, mas seria mais apelativo para os fãs”, reforça Christian Horner, “Penso que a tecnologia que temos agora é tão complexa que as pessoas não a compreendem, e também não faz um bom trabalho de propaganda destes carros. Acho que o som vai ser um fator-chave e uma parte importante no DNA da Fórmula 1”, enfatiza o britânico. “Basta ver o que aconteceu no Grande Prémio do Japão do ano passado quando o antigo McLaren Honda V10 foi para a pista numas voltas de demonstração e todos os mecânicos saíram das boxes, pousaram as ferramentas e vieram escutar. Isso é o que a F1 deveria ser. Cabe aos donos dos direitos comerciais decidirem o que querem”, refere ainda Christian Horner.
Nuno Barreto Costa









