Um problema constante no Campeonato Nacional de Velocidade não é a falta de participantes na categoria principal, onde existem os carros mais caros. Aliás, desde a reorganização do CNV no PTCC, a substituição por um modelo resistência com os GT e depois os sport-protótipos, e agora novamente com o regresso aos turismos, os projetos mais profissionais sempre tiveram um bom número de equipas e pilotos competitivos, capazes de lutar pelos lugares cimeiros com diferenças mínimas de tempo.
Mas, tal como a Categoria 3 do PTCC, os GT Cup e GT4, os Radical SR3 e agora com as divisões TCC e TCS, é aqui que se nota uma ausência de quórum ou o desaparecimento de projetos. Nesse aspeto, vale a pena salientar a dedicação de Tiago Ribeiro e Luís Carneiro, partilhando o volante de um VW Golf GTI oriundo do troféu monomarca polaco, em manter-se no campeonato até ao fim, mesmo tendo feito as duas últimas jornadas sozinhos.
Ribeiro não se tem cansado de lembrar que o Golf pode ser adquirido no mercado por cerca de 25 mil euros (os TCR custam à volta de 100 mil euros) e que a categoria é uma forma bastante acessível para pilotos que se querem divertir sem grandes orçamentos ou boa para pilotos iniciarem a carreira e acumularem experiência a médio prazo. O Golf preparado pela Martins Speed nem tem dominado o campeonato, e o SEAT Leon Cup Racer com especificação de 2014 e o mais antigo Supercopa (que correu em Braga) até foram mais competitivos ocasionalmente. A categoria secundária tem potencial para crescer, desde que haja interesse na vitória à classe.










