Valtteri Bottas é o pivô da atual situação do mercado de pilotos na Fórmula 1, em ebulição desde o anúncio inesperado que Nico Rosberg ia abandonar a competição, na qualidade de campeão do mundo. O piloto finlandês é o alvo dos ‘ataques’ da Mercedes, sendo neste momento o piloto mais competitivo que pode ser convencido a mudar de lugar para ocupar o segundo lugar na Mercedes.
Bottas está sob contrato com a Williams, equipa que é cliente dos motores Mercedes, o que poderia facilitar a transferência. Mas ninguém na equipa de Grove está muito interessado nesta transferência, mesmo com os alemães a fazerem ofertas cada vez mais interessantes do ponto de vista financeiro.
Em particular, Pat Symonds, diretor técnico da Williams, explicou ao jornal italiano Gazzetta dello Sport que “manter o Valtteri Bottas é essencial para o sucesso da equipa, e perdê-lo para a Mercedes teria um impacto muito grande. No próximo ano, vamos estrear o Lance Stroll e ele não tem experiência na F1”.
Mesmo com o empréstimo de Pascal Wehrlein, que tem, ao menos, um ano de experiência em comparação com o canadiano de 18 anos, Symonds realçou que “muita gente subestima a importância de continuidade numa equipa. O piloto é uma peça importante na linha que une os engenheiros e os dados”, indicando que, com ou sem experiência, Wehrlein seria sempre uma solução temporária e que atrasaria o trabalho de desenvolvimento e adaptação às novas regras em um ano.
Para a Williams se separar de Bottas, seria preciso a Mercedes fazer uma resposta irrecusável, mas as exigências da Williams serão sempre altas. Para substituir a posição e a experiência de Bottas, seria muito difícil alguém ocupar o seu lugar. Ou Felipe Massa teria que ser convencido a regressar, ou a Williams teria que optar por nomes menos competitivos que procuram manter-se na F1, como Felipe Nasr.









