Foi quase há onze anos, no GP do Bahrein que Nico Rosberg se estreou na F1. Recordamos o que o AutoSport escreveu na altura.
“Mas é o Keke outra vez?” O comentário ouvido a meio do GP do Bahrein tem de ser entendido como um grande elogio para o jovem Nico Rosberg, claramente o melhor dos três estreantes e uma das grandes vedetas da corrida do Bahrein. Apesar dum erro na primeira curva, onde tocou em Heidfeld, caindo para a última posição depois duma paragem nas boxes, o jovem piloto da Williams atacou nas restantes 56 voltas como se estivesse ainda ao volante dum Fórmula BMW, ganhando posições sobre posições, com as suas ultrapassagens a terem a marca dum veterano quando, afinal, estava a efetuar o primeiro GP da sua carreira.
Ralf Schumacher, Nick Heidfeld, David Coulthard e Christian Klien foram algumas das suas vitimas mais notáveis, mas todos se inclinaram face ao jovem piloto alemão, que completou o seu sétimo lugar com uma espetacular volta mais rápida da corrida. Coisa que um estreante já não conseguia há dez anos, desde que Jacques Villeneuve efetuou o seu primeiro Grande Prémio, também com a Williams, em Melbourne/96. Não admira, por isso, que Rosberg estivesse feliz no final da corrida: “Diverti- me imenso durante a prova e o resultado final foi bom. Pena aquele toque com o Heidfeld, que não me deu o espaço que eu esperava, mas dai para a frente foi sempre a ultrapassar. Adorei as diversas batalhas, mas aquela com o Coulthard foi a mais divertida de todas.” O pai Rosberg também era a imagem da felicidade, “porque agora já ninguém duvida que ele tem um grande talento e também que está na equipa certa para continuar a crescer muito depressa. Estou orgulhoso daquilo que o Nico conseguiu.”









