Já toda a gente sabe que em andamento puro os Mercedes ‘cobrem’ todas as condições com que se têm deparado ao longo do ano nas diversas pistas que compõem o calendário do mundial de F1. A unidade motriz continua a ser a melhor, o mesmo sucedendo com o chassis. Finalmente, os pilotos são também os melhores e quando se tem um ‘pacote’ destes é natural que o domínio seja tão intenso.
Por isso, as restantes equipas sabem que só é possível surpreender a Mercedes caso alterem táticas, esperando que essa possa surpreender os homens de Brackley. É o que acontece com este GP dos EUA de F1. Tanto Lewis Hamilton quanto Nico Rosberg escolheram partir para a corrida com pneus macios, que lhes vão permitir manterem-se mais tempo em pista. O mesmo sucedeu com Max Verstappen, que parte de quarto atrás de Daniel Ricciardo, que diversificou e escolheu arrancar com pneus super macios, o que significa que o australiano estará em condições de ir para a frente da corrida rapidamente. Contudo, tem que ir às boxes mais cedo trocar os pneus do seu Red Bull, que se vão desgastar mais depressa, em teoria.
Cobrindo as duas hipóteses a Red Bull tem uma janela de oportunidade, pois ninguém sabe qualquer é a melhor. Se Ricciardo não conseguir passar rapidamente para a frente após a partida, estraga por completo a sua tática e tem a corrida estragada. Se o conseguir, depende do avanço que conseguir até ir às boxes. Pelos menos fica com uma tática diferente e só nas últimas voltas se saberá quem tem razão. De qualquer modo, até aqui os Mercedes têm conseguido, com o seu andamento, fazer frente a qualquer tática diversificada que os adversários apresentem, e hoje não deve ser exceção. Mas certezas, ninguém tem.
De qualquer modo, o patrão da Red Bull, Christian Horner, revelou que Daniel Ricciardo e Max Verstappen partem com as estratégias de pneus que escolheram: “Do ponto de vista da equipa, apoiamos qualquer uma porque neste momento não sabemos qual vai ser melhor ou pior. Até porque a Mercedes não pode cobrir as duas opções” dizendo no entanto que o foco não é a Mercedes, mas sim a Ferrari…











