Cumprem-se agora precisamente dez anos que a ASM Team venceu a LMP2 nos 1000 Km de Jarama, prova da Le Mans Series, e nesse mesmo evento, Pedro Lamy juntava mais um título ao seu rico palmarés, o de Campeão da GT1. Foi por esta altura, há precisamente dez anos…
Depois de já o ter conseguido em 2004, Pedro Lamy voltou a sagrar-se campeão da categoria GT1 da Le Mans Series, graças ao segundo lugar à classe nos 1000 Km de Jarama. A festa nacional na prova espanhola contou também com a vitória da equipa ASM nos LMP2. A equipa Larbre chegou a Jarama a um ponto da Alphand Aventures e empatada com a Convers-Menx. Por isso, era imperativo que Pedro Lamy e os seus colegas Vincent Vosse e Gabriele Gardel terminassem à frente dos carros das equipas adversárias. Nas primeiras duas horas, as performances dos três carros estavam equilibradas, e durante algum tempo o Aston Martin DBR9 francês chegou mesmo a perder algum terreno para o Corvette de Alphand. No entanto, este abandonou antes da quinta hora, e o Ferrari da Convers-Menx atrasou-se com problemas mecânicos, deixando Lamy e os seus colegas livres para adotar uma toada mais calma, não se preocupando em desafiar a liderança do Saleen S7-R da Oreca. Quanto à ASM Team, beneficiou de uma corrida isenta de problemas com o Lola B05/40. Depois da avaria na prova anterior, Miguel Amaral e os espanhóis Miguel Angel Castro e Angel Burgueño mantiveram um ritmo consistente e aproveitaram os atrasos de alguns carros da LMP1 para subir na classificação, enquanto o seu principal adversário, o MG Lola da RML, desistiu a dez minutos do fim. Só é pena que a primeira vitória tenha sido obtida com o nome da Chamberlain (obrigatório para assegurar o convite para correr em Le Mans), caso contrário as três vitórias teriam sido suficientes para assegurar o título da classe LMP2. Barbosa volta a desistir O único português que saiu da pista espanhola sem motivos para festejar foi João Barbosa. Apesar de ter perdido alguns minutos com um furo na segunda volta, o piloto português conseguiu colocar o Radical SR9 na liderança da classe após conduzir três turnos seguidos, mas quando Rob Barff pegou no volante do carro preparado pela Rollcentre, não só teve uma saída de pista como voltou a abandonar com uma avaria no motor, após três horas e meia de corrida. Na classificação geral, a Pescarolo conquistou a quinta vitória em cinco provas diferentes. No entanto, desta vez, a escuderia francesa teve algumas dificuldades em impor o seu habitual domínio, pois, nas primeiras voltas, os Courage-Mugen oficiais mostraram estar ao mesmo nível do velho chassis C60. No entanto, o abandono dos Courage deixou o caminho livre para a equipa de Henri Pescarolo. A Swiss Spirit, com um Courage privado, terminou em terceiro lugar, atrás do carro da ASM.
CLASSIFICAÇÃO: 1º E. Collard/J.C. Boullion/D. André (Pescarolo C60), 6h01m01,399s; 2º M. Amaral/M.A. Castro/A. Burgueño (Lola B05/40-AER), a 4v. (1º LMP2); 3º H. Primat/M. Fässler (Courage LC70-Judd), a 5v.; 4º N. Minassian/F. Ortiz/B. Gabbiani (Creation CA06H-Judd), a 7v.; 5º B. Berridge/G. Evans/P. Owen (Lola B06/10-AER), a 8v.; 6º S. Ortelli/S. Ayari (Saleen S7-R), a 11v. (1º GT1); 7º P. Lamy/G. Gardel/V. Vosse (Aston Martin DBR9), a 12v.; (…) 13º L. Drudi/G. Rosa/F. de Simone (Ferrari 430 GT2), a 22v. (1º GT2












