Depois de liderar a F1 por mais de 40 anos, Bernie Ecclestone vê-se agora numa situação em que deixa de ter atrás de si a empresa que controla os direitos comerciais da F1 e mesmo tendo ainda uma boa percentagem de ações, o ainda Chefe Executivo do Formula One Group, revelou que a empresa norte americana pretende que fique três anos.
Muitos esperavam já vê-lo pelas costas, pois não suportam que esteja, por exemplo, a atravancar o desenvolvimento da F1 no que ao digital diz respeito, contribuir para a queda das audiências ao permitir demasiadas ‘Pay TV’, levar a F1 para países com muito dinheiro mas onde os direitos humanos não são prioridade, a distribuição de dinheiro que afasta cada vez mais as ricas das pobres, e estes são só os principais exemplos.
Por outro lado, ninguém pode esquecer o que Ecclestone fez pela F1 desde os anos 70, tornando-a no gigante que é hoje. Era um nicho, hoje é um negócio global, com audiências de quase 500 milhões de pessoas em todo o mundo, números que não são ultrapassados por muitos desportos.
Ecclestone foi convidado pelo novo Presidente Executivo da F1, Chase Carey, a ficar a trabalhar a seu lado mais três anos, mas Ecclestone já avisou que se não gostar do que pretendem os novos donos da F1, vai-se embora.
Aos 85 anos, Ecclestone, é responsável pelo sucesso comercial da F1, com os acordos de TV e corridas em países que passaram a pagar bem mais para ter a F1. Tê-lo por perto dará tempo à nova empresa para afinar o seu novo modelo de negócio, enquanto Ecclestone continua com o seu, que como se sabe dá dinheiro… até mais não!










