Foto: Aifa/Jorge Cunha
O campeonato nacional de ralis 2016 enche qualquer adepto da modalidade de orgulho. As listas de inscritos não apresentam os números de há dez anos, mas o parque automóvel tem grande qualidade. No Rali Vidreiro, por exemplo, inscreveram-se “apenas” dez R5, mas o espectáculo tem sido bom em todas as provas. No entanto, só isso não chega para mediatizar a modalidade. Num país em que a disciplina é tão acarinhada por adeptos apaixonados, a promoção é essencial e todos podem fazer a sua parte.
As redes sociais são uma boa ferramenta. Hoje em dia, as pessoas estão no Facebook e no Twitter. Por isso, se é preciso chegar a elas e atrair mais gente para o desporto, é preciso estar lá também. Mas não basta estar. É necessário intervir e dinamizar. Recordo-me que o Clube Automóvel da Marinha Grande fez um bom trabalho a esse nível, à semelhança de alguns congéneres. Isso reflectiu-se no número de seguidores, em particular no Facebook. Mas se fizermos uma pequena análise à presença dos dez primeiros da prova na rede que melhor se estabeleceu em Portugal, dois não têm, sequer, página, e dos oito restantes, “só” seis não fizeram publicação durante o evento.

O Clube Automóvel da Marinha Grande é um bom exemplo de como aproveitar as redes sociais para promover os eventos
A promoção com outdoors, nos meios de comunicação social e através de estratégias convencionais é sempre válida e na maior parte das vezes eficaz. Mas o mundo mudou e com estas ferramentas é possível chegar a mais gente e aumentar a exposição da modalidade perante a sociedade. Todos ganham, pilotos, equipas, organizações, a federação e os adeptos. Fica a dica.
João Picado












