Numa conferência da Federação Internacional do Automóvel, em Turim, o presidente Jean Todt referiu que o apontamento de um sucessor para o atual detentor dos direitos comerciais da Fórmula 1, o incontornável Bernie Ecclestone, terá de ser aprovado pelo organismo.
Apesar dos 85 anos de idade, Ecclestone disse já por variadíssimas vezes que não está interessado em vender a sua participação de 5,3% e muito menos de se retirar das suas funções. Há, no entanto, vozes críticas como a de Sergio Marchionne, com o presidente da Ferrari a afirmar a necessidade e um plano de sucessão que proteja as duas partes.
Todt, por outro lado, diz-se satisfeito com o trabalho realizado por Bernie e esperançoso que o conselho de administração da CVC Capital Partners irá escolher um sucessor à altura chegado o momento.
“O atual promotor está a realizar um trabalho extraordinário no desenvolvimento da Fórmula 1. Não significa que estejamos sempre de acordo, mas respeito tudo o que ele tem feito. O Bernie tem o seu próprio estilo. Todos têm. Mas há um acionista maioritário – CVC – composto por pessoas muito boas e talentosas. No dia em que acharem que algo tem de mudar, estou convencido de que saberão o que fazer”, disse Todt, que acrescentou:
“Eles farão uma proposta. Tem de ser concordante com a FIA, mas não tenho qualquer preocupação”.
Questionado pelo Autosport britânico sobre se a FIA tem de dar o “sim” final, Todt distanciou-se, afirmando que não quer entrar em detalhes do contrato, mas depois lá disse que a CVC “necessita do acordo final do lado da FIA, sim”.
“Estamos a falar com gestores e homens de negócios muito respeitáveis”, concluiu.











