Em primeiro lugar quero começar por dizer que foi muito bem feito para Bernie Ecclestone que o início do Grande Prémio da Europa de Fórmula 1, que se realizou ontem, em Baku no Azerbeijão tenha tido um ‘share’ que deverá ter rondado o zero, pois qualquer adepto dos desportos motorizados que se divide no que de bom pode seguir, não deverá ter carregado no botão da F1 mas permanecido nas 24 Horas de Le Mans para assistir a um dos momentos mais dramáticos da história dos desportos motorizados. É muito bem feita, entendam-se e não deixem a F1 voltar a ser concomitante com Le Mans.
O desporto motorizado é feito de emoções, a sua história está pejada de momentos inesquecíveis, vitórias épicas, manobras fantásticas feitas pelos heróis das pistas e das estradas e a este nível há muito que não existia um desfecho assim. A Toyota Gazoo Racing estava a poucos minutos de fazer história, tornando-se na segunda marca japonesa a vencer Le Mans, mas as corridas são traiçoeiras e qualquer máquina pode parar a qualquer momento.
Kazuki Nakajima perdeu potência no seu Toyota TS050 Hybrid #5 e a pouco mais de quatro minutos do fim da corrida, o drama aconteceu e ninguém pode imaginar o que sentiram naqueles momentos Nakajima, Anthony Davidson, Sebastien Buemi e toda a equipa japonesa. Todos, incluindo o Presidente Akio Toyoda, dizem agora que voltaremos mais fortes, e sendo verdade que o triunfo foi para a Porsche quando já ninguém o esperava, a Toyota terá conseguido ontem colocar a seu lado muitos milhões de adeptos. E a motivação para chegar ao objetivo que tanto perseguem será ainda maior.
Voltando à F1, os adeptos que mais tarde ‘regressaram’ a Baku, já só viram um piloto muitos segundos sozinho na frente. Bem feita, Sr. Ecclestone. Querem outra prova de que ninguém ganha com estas ‘brincadeiras’ da “minha competição é melhor que a tua”, sabem do que se falou nos primeiros minutos da conferência de imprensa da F1, em Baku? De Le Mans, Vettel quis saber quem ganhou, contaram-lhe que a Toyota perdeu na última volta, e o espanto de um tetracampeão de F1 que também admira Le Mans saiu célere…”Não!!!! F….-se… desculpem…!”









