Numa entrevista a um canal de televisão francês, Philippe Bianchi, pai do malogrado Jules Bianchi, acredita que o ‘halo’ não é a melhor solução para proteger os pilotos de Fórmula 1. “Considero que é um passo em frente no que à segurança diz respeito. É óbvio que este sistema é eficaz no caso de embate de uma roda, mas não mudaria nada na proteção de pequenas peças, como as que acertaram em Felipe Massa e Justin Wilson. Este é um passo em frente, mas não resolve tudo”, referiu.
Quanto ao acidente que vitimou o filho como consequência da colisão de Jules com um veículo de pista no GP do Japão de 2014, Philippe acredita que esta proteção não faria qualquer diferença, uma vez que o resultado deveu-se à desaceleração abrupta que sofreu à conta do impacto.
“Não teria mudado nada para o Jules, porque foi a desaceleração extremamente violenta que provocou os danos que conhecemos ao seu cérebro. Penso que o desenvolvimento do sistema HANS, para melhor absorver as grandes desacelerações provenientes dos impactos mais fortes, pode ajudar neste caso”.
O pai do antigo piloto da Academia Ferrari e da Marussia alertou ainda para a FIA ter que continuar a procurar soluções que melhorem a segurança, mesmo que o ‘halo’ acabe mesmo por ser obrigatório:
“Obviamente que não irei dizer nada que vá contra algo que resulte numa maior segurança dos pilotos. Mas esta versão do ‘halo’ ainda não me convenceu e tem ainda de ser melhorada. Esteticamente é muito má e pergunto-me o que um piloto consegue ver por trás do ‘halo’. A FIA quis agir depois das mortes do Jules e do Justin Wilson, mas precisa de ir mais longe”, concluiu.









