De 22, para já só três pilotos têm contrato para 2017 entre as 11 equipas de Fórmula 1, e por isso este ano de 2016 vai ser bastante bem animado a esse nível, podendo haver muitas ‘trocas e baldrocas’, sendo que neste complexo xadrez, há peças que quando forem ‘mexidas’ vão determinar o ‘caminho’ de outras.
Noutros artigos já falámos das mudanças possíveis entre os principais pilotos e equipas, mas com outros pilotos lá mais de trás há também situações muito interessantes. Lewis Hamilton e Sebastian Vettel estão firmes nas suas equipas, Nico Rosberg e Kimi Raikkonen chegam ao termo dos seus contratos este ano e Max Verstappen e Valtteri Bottas são alvos para os substituir. Resumidamente, é isto. O interessante vem a seguir…
Daniel Ricciardo e Daniil Kvyat vão ter um ano stressante, pois um deles pode ter de sair para dar lugar a Max Verstappen, piloto que tem pela frente um ano que pode definir toda a sua carreira. Se impressionar o mesmo que em 2015, a um nível ainda mais alto, claro, vai fazer uma de três coisas: ser promovido à Red Bull Racing, ou aproveitado pela Mercedes ou Ferrari.
É claro que as equipas ganhadoras pretendem sempre ter os pilotos mais rápidos ao seu serviço, mas tanto na Mercedes como na Ferrari ninguém quer lutas fratricidas que custem pontos. No caso da marca alemã ainda se acredita que Hamilton necessita dum piloto tão rápido como ele para andar sempre ao seu melhor nível, o que pode abrir as portas a Verstappen, enquanto na Ferrari ninguém quer desestabilizar Vettel, o que pode privilegiar a candidatura de Bottas – rápido, regular, mas perfeitamente capaz de fazer jogo de equipa e nada dado a excessos nos confrontos diretos – face a Verstappen, pois o holandês ainda não mostrou a maturidade considerada necessária para integrar a Scuderia. Será que o faz este ano?
Quanto a outros nomes, Nico Hulkenberg já sabe que não tem possibilidades de rumar à Ferrari enquanto Vettel lá estiver, por uma questão de marketing, pois os patrocinadores da Scuderia não querem dois pilotos alemães, mas poderá ser uma alternativa a Rosberg se a Mercedes necessitar dum germânico para satisfazer o seu departamento comercial.
Quanto à Ferrari, Ricciardo e Kvyat estão também sob observação caso seja decidido não renovar com Raikkonen, apesar das reservas de Vettel em relação ao australiano, com quem teve um relacionamento complicado em 2014, na Red Bull. Já o russo seria extremamente atraente para o departamento comercial de Maranello, mas depende da decisão da Red Bull, como Ricciardo, antes de ser livre para decidir o seu futuro.
Luís Vasconcelos com /JLA












