Apostado em comemorar os seus 40 anos de carreira, Joaquim Santos regressou à competição no último Rali de Guimarães participando na prova do Campeonato Norte (CRN) ao volante de um Mitsubishi Lancer Evo VII. Na época em que também celebra 35 anos desde a primeira vitória no Nacional, precisamente numa prova do Targa Clube, o Rali Reguladora, o veterano piloto de Penafiel concentrou-se em ir descobrindo um carro bastante diferentes dos Ford Escort, Sierra Cosworth, RS200 ou Toyota Celica GT Four que pilotou nos seus anos áureos e que o tornaram numa das figuras mais populares dos ralis em Portugal.
“Só recebemos o carro no dia da Super Especial e fui-me habituando ao longo do rali. É um carro mais pesado e com menos motor do que eu estava habituado, mas este regresso é sobretudo para agradecer a algumas pessoas que me apoiaram ao longo de todos estes anos”, referiu o tetracampeão nacional, atualmente com 61 anos.
A seu lado, ‘Quim’ Santos teve o navegador Júlio Sousa que foi chamado à última hora para substituir Luís Costa, ausente por motivos de força maior. “As notas foram tiradas pelo Luís Silva (ndr, navegador de Herculano Antas em Guimarães), depois o rali foi treinado pelo Luís Costa e no fim eu só me limitei a ‘cantá-las’ o melhor que podia”, revelou Júlio Sousa. “Foi engraçado porque o sistema de notas do ‘Quim’ é ao contrário do que eu uso: uma Direita 1 para ele é a fundo, e uma Direita 9 é um gancho. Isso provocou algumas hesitações da minha parte e acho que sem isso e com mais tempo para preparar o carro e treinar, teria sido possível um resultado bem melhor. Mas nota-se que o ADN está todo lá: a garra, o espírito competitivo, o não gostar de perder nem a feijões… Para mim, foi uma experiência inesquecível”, concluiu o navegador. Refira-se que Joaquim Santos terminou em sétimo no CRN mas pretende participar noutras provas dos três ‘Regionais’, sobretudo os ralis de terra… claro.








