“Sou contra, contra, contra e contra a mudança para esses pequenos motores turbo. Não precisamos disso e se é assim tão importante é uma daquelas coisas que deveriam estar nas competições de carros de turismo”, referiu Ecclestone à agência Australian Associated Press.
“O resto tem a ver com jogadas de propaganda – não tem nada a ver com a Fórmula 1. Essas mudanças serão muito custosas para o desporto. Estou certo de que os promotores vão perder grandes audiências e estou certo de que vamos perder bastante [do interesse da] televisão”, acrescentou, adiantando mesmo que não está de acordo com Jean Todt, presidente da Federação Internacional do Automóvel (FIA) no que diz respeito a esta matéria.
“Ele não é um promotor e não está a vender a Fórmula 1, para ser sincero. O Jean e eu estamos um pouco às avessas nesta questão do motor. Não vejo razão para eles [os motores]. Tivemos o sistema KERS e isso era suposto resolver o problema que a F1 não é verde e agora temos outra coisa”, admitiu Ecclestone.
Além disso, o britânico explanou ainda as suas preocupações em termos de sonoridade dos novos motores: “Falo com diferentes pessoas em todo o mundo – patrocinadores, promotores e jornalistas e penso que existem duas coisas que são realmente importantes para a Fórmula 1. Uma é a Ferrari e a outra é o som. As pessoas adoram e ficam entusiasmadas com o barulho”, realçou, explicando que é isso que atrai as pessoas para o universo da Fórmula 1.











