Assim, o piloto argentino partia da pole position para a longa e exigente corrida em torno de um circuito que permanece ainda hoje como um dos mais desafiantes. Atrás de Fangio (Maserati) partiam Mike Hawthorn (Ferrari), Jean Behra (Maserati) e Peter Collins (Ferrari), com os dois pilotos da equipa de Maranello a saltarem para as duas primeiras posições logo na partida, com Hawthorne à frente de Collins, e Fangio e Behra na perseguição.
Com o desenrolar da corrida, numa estratégia distinta dos Ferrari (o argentino planeava parar ao contrário dos pilotos de Maranello), Fangio passou os seus dois adversários e tentou abrir uma vantagem que lhe permitisse parar e retomar a corrida na frente. Mas uma paragem desastrosa fê-lo cair para terceiro, perdendo quase um minuto para os dois Ferrari, que se isolaram na frente.
Foi a partir daí que Fangio elevou o seu ritmo a um patamar impressionante, rodando por diversas vezes (bastante) mais rápido do que o seu próprio recorde e tempo da pole. Com grande mestria, Fangio apanhou os dois Ferrari na penúltima volta e passou-os para vencer a prova, naquela que seria a sua última vitória na F1 e, também, o seu último título da modalidade.
No final, Fangio reconheceu a pilotagem para lá dos limites, admitindo que “nunca pilotei assim antes e sabia que nunca o faria novamente”.










