Com setenta por cento do Campeonato do Mundo de Fórmula 1 decorrido, o Mundial de Fórmula 1 continua perfeitamente em aberto, pois apesar de Fernando Alonso ter um avanço de 29 pontos sobre o agora isolado Sebastian Vettel, dificilmente o espanhol será campeão caso não volte a vencer este ano, e provavelmente terá do fazer mais do que uma vez.
Com seis corridas pela frente, as hipóteses são imensas, mas um simples exercício teórico permite concluir facilmente que Alonso vai ter de suar muito para manter os adversários atrás de si. Não é novidade para ninguém se dissermos que o Ferrari é o menos competitivo dos três monolugares do principais candidatos ao título, mesmo que Lewis Hamilton tenha caído para quarto do mundial, ele que anda numa ‘onda’ de ou ganha, ou desiste…
Se nas seis corridas que faltam, Vettel obtiver duas vitórias, Hamilton quatro, ficando estes dois pilotos sempre na frente de Alonso, e o espanhol sempre no pódio, como sucedeu em Singapura, o campeão seria… Vettel, por três pontos.
Este seria o cenário teórico que excluiria os restantes pilotos que também têm possibilidades de andar pelos lugares da frente, como é o caso de Kimi Raikkonen, Mark Webber e Jenson Button, e estes poderão complicar ainda mais as contas, e não só a Alonso. Mas pelo que se viu nas últimas duas provas, Hamilton e Vettel não têm monolugares totalmente fiáveis, qualquer deles com muito mais corridas a zero que o piloto espanhol.
E é no meio destas contas todas que se pode esperar um final de campeonato verdadeiramente emocionante onde mais vale pensar prova a prova, sendo o mais provável que tudo se decida somente na derradeira corrida.
Acresce a isto recordar que Vettel estava a 31 pontos do líder do campeonato em 2010, Alonso, que bateu na última corrida em Abu Dhabi e assegurou o título. Será que a história se repete ou Alonso vai finalmente conseguir o terceiro título?







