Não sendo possível até nesta altura confirmar, de forma clara e inequívoca, que, em 2015, o Vodafone Rally de Portugal vai mesmo disputar-se no norte do país, abandonando a zona sul que nos últimos 10 anos acolheu de braços abertos a prova do WRC, Pedro de Almeida, Diretor do Vodafone Rally de Portugal, refere que “o mais importante é a prova manter-se no WRC”.
Indo mais ao fundo da questão, o diretor de prova explica que “há muitos constrangimentos de ordem financeira para o regresso a norte, mas é sempre hipótese na qual a equipa do ACP está há muito a trabalhar para avaliar a real possibilidade. Não quero deixar de dizer que o Algarve é uma ótima solução mas estamos abertos a uma mudança se ela for justificada. Neste momento, temos dois ralis montados para 2015, um a norte e outro a sul”. Para o atual diretor de prova “não há ainda uma data para a decisão final”, numa altura em que “da parte técnica já foi feita a avaliação das condições necessárias para termos o rali no norte, estando o dossier está nas mãos de outras pessoas mais ligadas à parte financeira porque, sobretudo, os custos são muito superiores aos do rali no Algarve”. No caso do rali centralizado no Algarve, os custos conhecidos apontam para números entre os 2 e os 2,5 milhões, um número que sobe dramaticamente se o rali for para norte, conforme explica Almeida:
“os custos do rali a norte são superiores, pelo menos, em 50 por cento. No entanto, há factores que não conseguimos medir porque não temos experiência e só quando o rali for mesmo para norte, se for, é que poderemos ter a certeza. Portanto, o rali é bastante mais caro no norte e os tradicionais patrocinadores do rali – o Turismo de Portugal e a Vodafone – não vão fazer investimentos superiores por causa disso. Por isso, temos que encontrar outras fontes alternativas de financialmente, caso a decisão seja ir para o norte. Contudo, essa é uma decisão a nível da direção do clube que me ultrapassa como técnico que sou”.









