Na derradeira especial do dia, não houve surpresas no que toca à luta pela vitória no Rali da Argentina mas já o mesmo não se pode dizer quanto ao vencedor do troço que foi Thierry Neuville, no Hyundai i20 WRC.
Na frente, a diferença final do dia ficou registada nos 31,2s entre Jari-Matti Latvala e Sébastien Ogier, depois do francês perder mais 2,3s em resultado dos problemas do Polo que não conseguiu resolver sem chegar à Assistência.
Num dia onde Latvala foi verdadeiramente intocável (e onde teve como único deslize um pião) e onde o campeão do Mundo enfrentou vários problemas que começaram com o desgaste prematuro de um pneu e que se agudizaram com um pião e com problemas no motor do Polo que entrava em ‘modo de segurança’, ficou claro que o finlandês só terá amanhã, durante a derradeira etapa, que traçar uma estratégia inteligente que lhe permita minimizar os riscos de percalços e repelir o azar, para alcançar a sua segunda vitória do ano, depois do triunfo alcançado no Rali da Suécia.
Contudo e apesar de ser o piloto melhor colocado para chegar ao triunfo, Latvala terá que avaliar as intenções de Ogier pois, em condições normais, 31,2s parecem difíceis de recuperar, mas é bom não esquecer que poucas vezes o francês atira a toalha ao chão e que Ogier não é um piloto qualquer. Resta saber se o campeão do Mundo não preferirá apostar tudo nos três pontos da Power Stage e manter o segundo lugar que, afinal, continuará a ser uma pontuação interessante em termos de campeonato. Tudo isto, num quadro onde Jost Capito, o diretor de equipa, dificilmente interferirá mais do que dizer que quer ter os dois VW à chegada.
Dúvidas para tirar na última etapa, onde também se ficará a saber se Kris Meeke conseguirá manter o terceiro posto e estragar a tripla da VW. Mikkelsen subiu de sétimo para quarto durante a segunda etapa mas continua ainda a cerca 1m56s do piloto da Citroën pelo que não será fácil que a VW consiga uma tripla na Argentina.
Numa etapa em que Sordo voltou a ficar pelo caminho, Neuville terminou o dia em quarto, com Robert Kubica (novamente sem erros graves) e Elfyn Evans estabilizados no quinto e sexto postos, respetivamente, enquanto Prokop desceu para oitavo, à frente de Nasser Al-Attiyah que domina os acontecimentos no WRC2.
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