Ricardo Moura e António Costa terminaram o Rali de Castelo Branco em quarto lugar, falhando o objetivo de continuar a liderar o Campeonato Nacional de Ralis. Para além de opções erradas na escolha de pneus, um defeito de fabrico no pneu da frente direita do Ford Fiesta R5 obrigou o piloto a perder mais de três minutos no penúltimo troço da prova, conseguindo na última classificativa passar de quinto para o quarto posto.
Nestas circunstâncias e num rali que era apontado como um dos mais sérios candidatos à vitória, o balanço feito pelo piloto açoriano não podia ser positivo: “correu muita coisa mal neste rali. Baseados em indicações que tivemos acabámos por ter opções erradas na escolha de pneus. Para complicar ainda mais as coisas, um pneu empolou no penúltimo troço, obrigando-nos a parar para o mudar”.
Em todo o caso, Moura espera melhores ralis no futuro, apostando no ‘seu’ ‘Sata/Rali Açores’ para regressar aos triunfos: “esperamos sinceramente que na segunda parte do campeonato as coisas nos corram francamente melhor”. Com desportivismo, o piloto fez questão de “dar os parabéns aos nossos adversários pelo excelente comportamento que tiveram durante a prova”.
Para Augusto Ramiro, diretor desportivo e técnico da ARC Sport, esta não foi uma prova totalmente conseguida, ficando marcada, no seu entender, com uma má decisão regulamentar que poderia ter alterado o curso competitivo da prova para Ricardo Moura. Conforme destacou, “Foi um rali abaixo das expectativas. Há decisões que devem ser revistas, pois o regulamento diz que só se pode neutralizar 20 minutos e a prova esteve parada 1h09m, o que veio alterar as regras do jogo no que toca a escolhas de pneus. No fundo, as condições atmosféricas inconstantes condicionaram o rendimento dos pilotos”, disse o responsável pela ARC Sport.








