Numa altura em que a primeira Super Especial do Vodafone de Rally de Portugal se aproxima do fim terão sido contabilizadas cerca de 20 mil pessoas entre o público, num ambiente privilegiado com um campo de visão fora do comum, ‘cortesia’ do anfiteatro natural que constituem as bancadas de Lousada.
E se em termos de segurança tudo decorreu da melhor forma (num cenário obviamente mais fácil de controlar pela organização do ACP Motorsport), para os próximos dias de prova as dificuldades em manter os espectadores nas Zonas Espectáculo serão muito maiores.
Nunca é demais lembrar que a presença da prova no calendário do Mundial de Ralis está intrinsecamente ligada com o comportamento do público e, nesse sentido, Pedro de Almeida, diretor de prova, faz mais um apelo à segurança, depois de ter já conhecimento de algumas situações indesejáveis.
Nas suas palavras, “é muito importante que as pessoas percebam qual é o seu papel de espectador para que a prova possa ser um êxito que ficou demonstrado em Lousada. Neste momento, tenho informações da estrada, que já há pessoas a tentar instalar-se em locais em que não está previsto o acesso ao público. O que eu posso dizer é que, se isso de alguma maneira, vier a pôr em perigo a segurança de qualquer prova de classificação, simplesmente não haverá especial”.
Pedro de Almeida faz questão de referir que “isto não é uma ameaça, mas sim uma constatação pois não podemos deixar partir concorrentes para passarem por situações de risco. Portanto, em caso de dúvida, a prova especial será anulada. Se assim for, perdemos todos: perde o rali, o público, o clube, a autarquia que investiu no troço, perde o país. As pessoas têm que pensar se o desejo imperioso de ir para um sítio interdito vale mais do que pura e simplesmente não verem o troço porque ele foi anulado”.







