Não há memória de uma coisa assim. Nunca um rali do Mundial registou uma diferença entre vencedor e vencido tão pequena, fazendo o antigo recorde de Colin McRae, que no Rali de Portugal de 1998 derrotou Carlos Sainz por 2,1 segundos, quase parecer…uma eternidade!
No Rali da Nova Zelândia, foram apenas 0,3 segundos que fizeram a diferença entre Marcus Gronholm se registar como sócio número 2 do “clube das 30 vitórias”, e o “sócio numero um” deste restritíssimo clube, Sébastien Loeb, deixar escapar aquele que seria o seu 34º triunfo!
Um feito com entrada directa para o livro Guiness dos recordes e que no final de 353 quilómetros de classificativas, representaria, figurativamente, uma diferença de sete metros entre as chegadas à meta de Gronholm e Loeb e sem o mais ínfimo erro de condução registado nas “caixas negras” do Focus e do C4!
Por tudo isto, é difícil e até injusto dizer que houve um vencedor e um vencido, quando, há nove anos, altura em que foi introduzido o sistema de cronometragem ao décimo de segundo no Mundial de Ralis, teria sido Loeb a vencer por… um segundo! Mas a verdade é que os tempos mudaram e o índice de competitividade entre os pilotos, pelos vistos, também…









