Ao volante de um Mitsubishi, Américo Antunes, conseguiu o principal objectivo a que se tinha proposto antes da prova. Piloto de ralis, com mais de dez anos de experiência, esta foi a primeira temporada completa que Américo Antunes fez no todo-o-terreno, o que lhe permite ter uma ideia da disciplina muito diferente daquela que grassa na comunidade dos ralis.
“Contrariamente ao que os pilotos de ralis pensam, arrisca-se bastante no TT para andar nos lugares da frente. Para podermos improvisar e sermos rápidos temos que ter muito técnica. O risco do TT acaba por ser superior, pois não há reconhecimentos. O navegador ajuda-nos a ler o terreno e em etapas tão longas é muito importante que ele nos ajude a manter o ritmo rápido. Este papel foi determinante nas provas em que pude contar com a experiência do Paulo Fiúza (navegador de Ricardo Leal dos Santos), pois em etapas de quase 200 quilómetros é muito difícil manter um ritmo alto durante tantas horas de condução. A compensação vem no final, pois são tantas as situações no limite e tamanhas as experiências de adrenalina a níveis tão elevados que nos levam a pensar que ainda bem que existem corridas”, conclui o vice-caampeão nacional de T2.









