Os testes de Fórmula 1 arrancam na próxima semana em Jerez de la Frontera, sendo que este ano a expectativa é muito grande, já que para lá de se saber se os carros que vão começar por ser apresentados na sexta-feira (McLaren) são competitivos, a grande questão é… se funcionam:
“Nos testes de Jerez vocês podem ter a certeza que o primeiro problema que todas as equipas vão ter é o de fazer funcionar os seus novos monolugares. Atenção, não estou a dizer que o problema vai ser fazê-los funcionar da forma mais eficaz, porque isso virá depois; não, o primeiro problema vai ser mesmo o de ter todos os sistemas ligado e a funcionarem o suficiente para os pilotos poderem ir para a pista, pois com tantas novidades técnicas, de cada vez que quisermos sair das boxes poderemos ter sérios problemas para colocar os carros em andamento. A possibilidade de termos momentos muito embaraçantes nos primeiros testes e até nas primeiras corridas – com dois ou três carros a nem sequer saírem da grelha de partida – é grande, pois há que compatibilizar diversos sistemas e bastará uma pequena falha para tudo deixar de funcionar. Com apenas 12 dias para testar antes de rumarem à Austrália, as equipas vão ter muito que fazer. Acredito que em Jerez de la Frontera, nos testes de finais de Janeiro, voltaremos aos tempos em que o normal era um chassis completar apenas 30 ou 40 voltas por dia, o que não vai ajudar nada a quem quiser desenvolver novos pacotes aerodinâmicos ou tentar perceber como funcionam os novos pneus da Pirelli. Nos últimos anos os carros novos eram tão fiáveis que era comum fazerem mais de cem voltas por dia, o que ajudava imenso as equipas a encontrar um bom acerto de base. Este ano, no entanto, duvido que até chegarmos ao último teste no Bahrein alguém consiga efectuar, como sucesso, uma simulação de Grande Prémio”, disse Gary Anderson ao AutoSport.











