Numa altura em que Jean Todt, presidente da FIA revelou que a decisão de recolocar no calendário do Mundial de F1 o GP do Bahrein se baseou num relatório que refere a estabilização política no país. Só que ao mesmo tempo, do Bahrein surgem notícas que dão conta duma convocação do “Dia da Ira” para o dia da corrida do Grande Prémio de Fórmula 1, o que volta a trazer nuvens negras sobre a realização da corrida.
Às palavras de Max Mosley que a FIA se sujeitou a ser uma arma de propaganda do governo local, a resposta surgiu em forma de ‘dia da Ira’, e as palavras do presidente do Centro dos Dereitos Humanos do Bahrein, Nabeel Rajab, ao Telegraph são claras relativamente às intenções de quem viu uma oportunidade de fazer chegar mais longe os protestos: “As pessoas estão muito ‘feridas’ com o que se está a passar e batizaram o 30 de outubro como Dia da Ira, solicitando que todos saiam à rua para mostrar o seu descontentamento com o governo do Bahrein. Vão aproveitar este acontecimiento para expor as violações dos direitos humanos no Bahrein e fazer ver ao mundo o que se está a passar aqui”.
Pelo que se vê, é bem possível que a FIA reveja a sua decisão a breve trecho, pois correr o risco de ver a F1 ser aproveitada para fazer chegar as vozes mais longe é um risco que os responsáveis da modalidade não deverão querer correr. Mas já não era assim antes?











