Pela primeira vez desde o Rali do Japão e do México de 2004, o Mundial de Ralis receberá um nova prova no seu calendário, sendo também a primeira vez, desde 2003, que o Campeonato do Mundo conta com cinco provas de asfalto numa só temporada.
Trata-se do Rali da Irlanda, a penúltima prova do Mundial, que se disputará na República da Irlanda (oito troços) e também na província britânica de Ulster (seis troços). De resto, a configuração das classificativas – estreitas e de piso irregular -, bem como a previsível instabilidade atmosférica assumem-se como a “chave” do rali que poderá encerrar, em si mesmo, a “chave” do campeonato. É que à equipa BP Ford faltam apenas três pontos para assegurar o segundo título consecutivo de Marcas e Marcus Gronholm poderá também sair da Irlanda com a faixa de Campeão.
No entanto, para concretizar esse cenário e com Sébastien Loeb somente a quatro pontos, o finlandês não depende de si próprio, tendo que esperar que o piloto da Citroen não faça melhor que um sexto lugar. Por tudo isto, o Rali da Irlanda será certamente uma prova para mais tarde recordar…
PONTOS A RETER
– Só Gronholm pode sair da Irlanda campeão, tendo para isso que ganhar e esperar que Loeb não fique acima de sexto ou oitavo caso o finlandês seja segundo.
– No seu terreno de eleição é favorito à vitória, mas nunca poderá ser campeão, mesmo que vença e que Gronholm desista.
– Dificilmente o título de Marcas não ficará decidido a favor da equipa BP Ford pois basta a Gronholm e Mikko Hirvonen conseguirem um sexto lugar ou um sétimo e um oitavo).
– Dani Sordo e Hirvonen assumem-se como os principais “outsiders” à vitória, tendo sempre presentes o papel de pontuar para as Marcas e de “guarda-costas” de Loeb e Gronholm, respectivamente.
– À partida alinharão 32 WRC (um Citroen Xsara, Skoda Fabia e Peugeot 206, dois Citroen C4, 12 Subaru Impreza e 15 Ford Focus), sendo ainda de registar a estreia no Mundial do MG S2000.
– O título do PWRC também está em jogo e poderá ser decidido mesmo com o principal favorito, Toshi Arai ausente. Para o japonês ser campeão “a partir de casa”, basta Mark Higgins não vencer e Gabriel Pozzo terminar abaixo do quarto lugar.











