Em que medida o cancelamento da Baja TT do Clube Automóvel do Algarve afetou as suas aspirações ao título de campeão nacional?
Fortemente! Até então, dependíamos de nós para ganhar o campeonato e isso deixou de acontecer. Em Castelo Branco, com a nossa desistência, estaríamos fora da luta segundo as regras com que começamos e poder ainda lutar pelo título, desta forma, não é o que pretendia.
Vai estar a partida do Dakar 2011? Se sim, em que carro?
Estamos a preparar o projeto para podermos regressar ao Dakar. Não é fácil, com esta conjuntura, mas estamos apostados em conseguir. Quanto ao carro, a preferência vai para a JMB Stradale e o Mitsubishi, pelo que temos vindo a fazer em conjunto.
Depois de demonstrar o seu desacordo com o que tem sucedido ultimamente no CPTT, pensa fazer o próximo campeonato, ou vai enveredar por fazer provas internacionais?
Sempre defendi o campeonato nacional, pelo que procuro sempre corresponder às expectativas dos meus patrocinadores em detrimento de gostos pessoais. Ou seja, pretendo manter-me a correr em Portugal, mesmo se há desafios lá fora interessantes.
Devido aos problemas que o “recém-nascido” Lancer Turbo tem tido, acha viável continuar a apostar neste projeto? Ou será que para o ano vai aparecer com um carro mais competitivo?
Deparámo-nos com problemas que não esperávamos, é certo, mas não vou abandonar uma estrutura profissional como a JMB Stradale por causa disso. Procuro sempre projetos com garantias de fiabilidade e competitividade e espero que para 2011 estes problemas já não existam.
Qual o melhor carro de TT com que já correu? Qual o piloto mais combativo? E a que se deve o domínio de Filipe Campos?
É uma mistura de muitos… Diria que o atual Mitsubishi com o motor do BMW e o centro de gravidade do Nissan. Claramente, os que foram campeões nos últimos anos, do Filipe Campos ao Rui Sousa, Carlos Sousa e Pedro Grancha. O domínio do Filipe explica-se em dois fatores: um excelente piloto com o melhor carro atual.
Por fim, se é verdade que as queixas dos pilotos são quase permanentes, mas poucos fazem algo para mudar o atual estado do TT em Portugal. Miguel Barbosa foi para os tribunais. “Não concordei com a alteração das regras a meio do ano e por isso fiz o que achei correto. Neste caso, não me sinto sozinho, porque foi uma decisão sobre um tema específico, mas para mudar o que está mal é preciso o envolvimento de todos, de forma objetiva”.











