Depois de milhares de quilómetros de testes, uma das grandes curiosidades passa por saber o que irão conseguir fazer os homens da MINI face aos carros das restantes equipas. Onde se colocarão os MINI? Logo atrás dos Citroen e Ford oficiais, Petter Solberg incluído? Mais atrás? São questões difíceis de responder para já, sendo certo que a fiabilidade vai ter um papel fulcral nesta estreia, aliás como se viu no MINI Cooper John Works 1.6T S2000 em Portugal.
Meio segundo por quilómetro?
David Wilcock, diretor técnico da equipa Mini acredita que o pacote aerodinâmico desenvolvido em consonância com as regras WRC da FIA pode valer meio segundo por quilómetro em relação à versão S2000 do Mini John Cooper Works com que Armindo Araújo correu em Portugal.
“Os apêndices aerodinâmicos à frente e atrás obrigaram a redesenhar o carro, incluindo os flancos e o fundo. Conseguimos assim ter mais apoio e downforce em lombas e oferecer uma capacidade de curvar mais rápido aos nossos pilotos. Esta nova carga aerodinâmica obriga-nos agora a fazer um trabalho redobrado nas suspensões, que penso ser o ponto que precisa de maior trabalho de desenvolvimento, já que o motor, fruto da colaboração com os homens da BMW Motorsport, está já num bom nível de performance/fiabilidade nesta fase muito embrionária do projeto.Estamos confiantes no potencial do carro, já que o chassis é muito equilibrado e oferece uma grande base de trabalho”.
Sentados no Mini WRC exposto em Oxford, percebemos ainda que se trata de um habitáculo invulgarmente amplo para um carro de ralis. “De facto, a forma como colocámos o roll bar integrado com o pilar B e a célula de sobrevivência é uma inovação que a própria FIA já aplaudiu, mas que cria uma maior distância entre o piloto e o para-brisas”. Uma distância suficiente para Armindo Araújo admitir que não vê a ponta do capot do Mini, “não vejo, mas imagino bem”.










