“Julgo que esta época será de aprendizagem para todos, mas aprendizagem não significa estar à margem da competição e eu aposto num programa mais completo que me permita acumular o máximo de experiência, num projeto que está desenhado a três anos com os meus patrocinadores.”
Quando se tem um estatuto de privado na órbita de uma equipa oficial é óbvio que a referência a bater são os pilotos oficiais da marca, especialmente nesta fase de desenvolvimento do Mini: “Tenho os meus objetivos bem definidos e não vou entrar em loucuras. O Sordo é um piloto muito rápido e com larga experiência no Mundial e o Meeke é também um piloto muito completo, mas obviamente que não descurarei a possibilidade de os bater, sobretudo se eles forem com muita sede ao pote”, gracejou Armindo que acredita no estatuto de igualdade técnica que a Prodrive prometeu aos seus clientes: “Nesta fase de desenvolvimento e de teste de novas soluções nem faria sentido de outra maneira”.
O próprio David Richards sublinhou esse estatuto de igualdade e não poupou elogios ao piloto português. “Gostámos muito do trabalho dele no Rali de Portugal e foi pena não lhe termos dado o material fiável para ele discutir a prova até ao fim, mas encaramos os pilotos privados como nossos parceiros de desenvolvimento e prometemos dar-lhes todas as oportunidades.”
O piloto português sabe que, apesar de já ter feito o Rali de Portugal com um Mini, parte para a Sardenha em desvantagem em relação ao conhecimento da versão WRC já que fará uns testes muito limitados antes da prova italiana. Para já, um dos problemas para resolver é o das almofadas: “O banco do meu navegador é muito baixo e ele não consegue ver a estrada, e como daqui até à Sardenha é pouco provável que o Miguel cresça uns centímetros, vamos ter de colocar umas almofadas no banco para resolver o problema.”










