A prova nipónica estava inicialmente prevista para 24 de abril, mas as consequências do violento terramoto (tanto materiais como as da radiação libertada pela central nuclear de Fukushima), levaram ao seu adiamento para 2 de outubro. Contudo, muitos dos pilotos manifestaram desde logo o seu desagrado com a possibilidade de competirem em Motegi, como foi o caso de Casey Stoner, Valentino Rossi ou Jorge Lorenzo. Destes, no entanto, Stoner já se manifestou favorável à visita a Motegi após uma série de análises levadas a cabo no circuito japonês por uma entidade independente.
Para Nakamoto, organizar o GP do Japão deste ano em Suzuka seria uma boa solução de recurso de forma a salvaguardar a questão da segurança de todos os envolvidos na competição.
“Diria que poderíamos correr este ano em Suzuka e voltar a Motegi já no próximo ano. Além disso, prefiro Suzuka: o circuito é melhor e mais técnico. Mas a federação internacional retirou a homologação da pista de Suzuka, pelo que seria preciso uma dispensa e isso teria de ser feito rapidamente”, referiu Nakamoto à revista Motosprint, lembrando a retirada da homologação por parte da FIM após a morte de Daijiro Kato na corrida de 2003.
“Claro que há três anos atrás a pista de Suzuka sofreu grandes melhorias no circuito, nas escapatórias e nas vias de serviço em redor da pista. O paddock continua um pouco datado, mas apenas por uma vez não iria incomodar ninguém. E as Oito Horas de Suzuka, feitas regularmente, demonstram que as motos também podem lá correr”, acrescentou.









