O Drifting é uma forma de desporto automóvel que tem vindo a ganhar cada vez mais adeptos. A espectacularidade da modalidade tem atraído inúmeros pilotos um pouco por todo o mundo, especialmente no Japão, Austrália, Grã-Bretanha e Estados Unidos. Afórmula é simples e resume-se a fazer escorregar a traseira do automóvel – usualmente referido como sobreviragem – num bailado controlado através de um percurso delimitado.
As manobras são apreciadas por um grupo de juízes, que as premeiam de acordo com a perfeição atingida. Não se trata somente de evitar derrubar as barreiras mas, essencialmente, realizar as manobras com a máxima maestria.
Na verdade a arte do drifting já é utilizada há muito tempo, e mesmo alguns dos primeiros pilotos de Grande Prémio, como por exemplo Tazio Nuvolari, utilizavam a técnica de deixar escorregar os seus monolugares às quatro rodas.
No entanto, seria nos anos 70, no Japão, que a arte seria desenvolvida por uma lenda local, Kunimitsu Takahashi, que ficou famoso por atingir o ‘apex’ da curva a alta velocidade, deixando de seguida o carro escorregar demoradamente, técnica que lhe granjeou uma enorme legião de adeptos.
Actualmente a modalidade evoluiu para competições onde o espectáculo é uma constante e a preparação dos carros, específica para aquele tipo de provas. O factor espectáculo é primordial, pelo que até a quantidade de fumo
produzida pelos pneus é premiada, para além da distância a que os carros passam dos muros, e mesmo os aplausos do público podem servir para desempatar uma contenda. A evolução da tecnologia chegou a tal ponto que na Austrália, utilizam-se GPS e acelerômetros para medir as velocidades,
ângulos e forças ‘G’ durante as provas.
A competição tem treinos livres e qualificação onde os ‘drifters’ passam perante os juízes, mas é nas finais – o Tandem Drift – que a emoção vai ao rubro, pois os pilotos competem mano-a-mano, muitas vezes, com os seus carros a escassos centímetros uns dos outros.












