Aquela publicação teve acesso a mails de Peter Doggwiler, director geral da Região 1 da FIA, e de David Ward, director geral da Fundação da FIA, os quais têm trabalhado em prol da eleição de Todt para aquele cargo.
Numa das mensagens, datada de 1 de Setembro, Doggwiler apela a vários apoiantes de Todt que “intensifiquem os contactos com os clubes mais pequenos”, de forma a intercederem pelo francês. “Irei mandar-vos uma lista actualizada para todos aqueles em que [nas regiões] se tenham verificado alterações e irei ligar-vos esta semana para saber em que pé estamos para poder dar as informações adequadas ao Jean [Todt]”. Este mail tem proveniência do escritório de Doggwiler na FIA.
Já num mail de Ward, presumivelmente dirigido a Nick Craw, elemento da equipa de Todt e figura proeminente do automobilismo norte-americano, é discutida a estratégia a adoptar para fazer pressão junto dos clubes: “concordo plenamente com as sugestões relativas a uma pressão mais intensa junto dos clubes mais pequenos. Penso que precisamos de expor a hipocrisia dos clubes maiores e ter a certeza de que os mais pequenos ficam connosco”.
Apesar destas formas de fazer campanha, o Daily Telegraph faz menção ao facto de não existir nada nos estatutos da FIA que proíba elementos da direcção actual de fazerem campanha por qualquer outro candidato, ainda que na lei francesa isso seja proibido.
Ouvido por aquele jornal, Oliver Hunt, especialista em direito desportivo, refere que a tomada de posição da parte de Max Mosley, Doggwiler e Ward poderia ser considerada como uma “violação na neutralidade” na lei gaulesa. Confrontada com estas alegações, a FIA não teceu quaisquer comentários ao Daily Telegraph.
Carta de Mosley provoca incómodo
Estas noticias surgem pouco depois de se saber que Max Mosley enviou uma carta ao Príncipe da Jordânia e presidente do clube de automobilismo daquele país, Feisal Bin Al-Hussein, na qual terá referido que Vatanen irá perder as eleições “e de forma pronunciada”, incitando aquele elemento a repensar a sua posição no apoio que concedeu ao candidato finlandês. Feisal Hussein é apontado como um dos vice-presidentes da direcção de Vatanen.
Essa missiva causou algum incómodo, já que deu a entender que os apoiantes de Vatanen poderão ter vida difícil caso Todt seja eleito.










