Não subsistem dúvidas que esta anulação do Lisboa-Dakar foi uma forte machadada numa modalidade que tinha o seu ponto alto precisamente no Dakar. Se para a maioria dos privados isto é pouco menos que uma tragédia, já para as equipas oficiais, o problema coloca-se essencialmente na forma como irão atenuar as consequências deste “naufrágio”.
Para já, e de acordo com o que o AutoSport conseguiu apurar, “quem” deverá sair a ganhar é a Taça do Mundo de TT de 2008, já que as equipas oficiais decidiram concertar estratégias e vão reunir-se a curto prazo de forma a decidirem em que provas da Taça do Mundo se irão defrontar, delinenando estratégias conjuntas de modo a estarem todas À partida de provas seleccionadas.
Cientes que correrem sozinhas não interessa a ninguém, preparam-se para marcar encontro com todas as suas “armas” em algumas provas, e nesse contexto o Rali TT Vodafone Transibérico pode ter um papel muito forte.
A ideia, que partiu de Dominique Serieys, director da Mitsubishi, passa por ter a Mitsubishi, Volkswagen e BMW, a que se juntariam os principais privados (Schlesser, Dessoude, etc) em prova seleccionadas, de modo a daí poderem retirar um retorno maior e assim minimizar os prejuízos.
Curiosamente só no Dubai (UAE Desert Challenge) estiveram presentes as três equipas, pois como habitualmente é aí que limam as últimas arestas para o Dakar. O Transibérico foi a outra prova que conseguiu reunir o melhor leque: Mitsubishi e Volkswagen estiveram em Portugal com os seus principais pilotos, enquanto nas restantes provas tanto a Mitsubishi, como a Volkswagen e a BMW estiveram sempre sós.
Se isto é boa notícia, ou não, para o Transibérico, não sabemos, mas para a Taça do Mundo de TT será certamente.












