Hélder Rodrigues vai pela primeira vez disputar o Dakar integrado numa equipa oficial, a Honda, que regressa depois de 23 anos de ausência e por isso tem agora, em teoria, melhores condições para lutar pela vitória. É lógico que a moto sendo nova pode apresentar alguns problemas de juventude, mas os testes que a equipa realizou nos últimos meses podem ter permitido atenuar essa questão e por isso os argumentos para se bater com Cyril Despres são agora diferentes:
“O meu objetivo passa sempre por melhorar a classificação do ano anterior. O Dakar é uma corrida muito longa e nunca se sabe o que pode acontecer, mas de qualquer forma, o objetivo é lutar pela vitória e estar o mais perto possível do topo da corrida, desde o início até ao fim. Sinto que temos que ter os pés bem assentes na terra. Estou cada vez mais perto deles, sinto que evoluo de ano para ano, mas eles também trabalham muito. Isto é um ciclo onde o patamar mais alto está sempre a subir, e por isso não é fácil alcançá-los. Penso que estou um bocadinho mais próximo deles, e pela experiência que tenho, parece-me que vamos alcançá-los em breve. Se não for este ano, vai ser no próximo.”, começou por referir que reforça o facto de Portugal estar muito bem representado nas motos: “Portugal tem agora três pilotos em equipas oficiais, eu, o Rúben (Faria) e o Paulo (Gonçalves). Eu já alcancei dois pódios, e sinto que cada vez estou mais forte e mais perto. Sinto que a hora de vencer o Dakar está a chegar. Disso tenho a certeza.”, terminando com a questão da nova moto: “A minha Honda CRF 450 Rally já está muito próxima das KTM, se não tiver melhor em alguns aspetos. Pode não estar tão bem em algumas situações, mas está noutras, e disso eu tenho a certeza. E no futuro vai ser muito melhor. Estou contente! Com os seis meses de trabalho que temos na moto chegámos a um patamar bom. Não é o que eu queria ou que eu persigo, mas já é muito bom.”










