Para quem, como Martin Holmes, segue o Mundial de Ralis há mais de três décadas, já testemunou muitas alterações às regras, bem os pontos altos e baixos que esta modalidade tem passado. Nos próximos anos está prevista uma mudança radical, que, pode dizer-se, já está em curso, com o crescimento do IRC, e o aparecimento de novas marcas a construírem carros para esta categoria.
Contudo, nada melhor que questionar Martin Holmes, relativamente às medidas que poderiam ser implementadas para conseguir atrair mais construtores para o Mundial de Ralis.
«em primeiro lugar, não acredito que seja necessário combater o IRC, mas sim pensá-lo em paralelo ao WRC. Ou seja, a própria FIA segue este meu raciocínio ao ter calendarizado um período de transição que levará ao fim dos WRC’s, tornando o Mundial de Ralis numa competição para Super 2000 e Grupos N.»
«Os S2000 têm sido a grande ‘estrela’ do IRC, pois permitiram a vinda de mais construtores para o desporto. De qualquer maneira, com a excepção dos carros, eu penso que o IRC é uma organização com algumas lacunas, pois é pouco mais do que um duplicado do Europeu de Ralis.»
«A palavra “Intercontinental” é uma anedota, e não existem ideias claras relativamente ao que pretendem fazer, com a excepção passarem bastante mais ralis na TV, o que só por si é muito positivo. O IRC, na minha opinião, deverá trabalhar com a FIA no sentido de se tornar uma segunda divisão dos ralis mundiais, e uma competição que possibilite aos eventos que não tenham lugar nesse ano no WRC possam ser integrados, como irá suceder com o Monte Carlo, Portugal e Turquia. Este parece-me ser o caminho», referiu Martin Holmes.












