Recorde-se que Markku Alen competiu entre 1973 e 1993, venceu a Taça de Pilotos da FIA em 1978 (antes de ser Mundial de Pilotos) completou 129 ralis no WRC, venceu 19 vezes, foi ao pódio em 56 ralis. Filho de um campeão de corridas na neve, Alen começou a sua carreira em 1969. Quatro anos depois foi terceiro no RAC e já na Fiat em 1975, estreou-se a vencer em Portugal, guiando nos 14 anos seguintes para a Fiat e Lancia. Passou pela era dos Grupos B, Lancia 037, Lancia Delta S4, e em 1986 falhou por pouco o título, e só a anulação do Rali Sanremo lhe tirou o cetro, pois chegou ao fim do campeonato com mais pontos que Juha Kankkunen.
Com a abolição dos Grupos B, manteve-se na Lancia, e em 1988 venceu no RAC a sua última prova no WRC. Passou para a Subaru em 1990, onde foi responsável pelos primeiros sucessos do Legacy. Na Toyota em 1992, ao lado de Carlos Sainz, ainda brilhava. Estreou o mítico Impreza em 1993, nos 1000 Lagos e depois de terminar a sua carreira nos ralis correu no ITC (International Touring Car Championship) e DTM, e algumas provas do troféu Andros. Realizou uma aparição especial no Rali da Finlândia em 2001, onde celebrou os seus 50 anos, e daí para cá participou no Paris-Dakar, em camiões.
Boa parte do seu carisma resulta muito de dois momentos inolvidáveis, como foram os Rali de Portugal de 1978 e 1981. no primeiro, Alen travou um famoso duelo com Hannu Mikkola em Sintra, com Alen a levar melhor na derradeira especial, depois duma luta ao segundo na “noite de Sintra”. Três anos depois, um despiste madrugador na Peninha, que o obrigou a terminar o troço em marcha atrás, poderia levar muitos a agarrar nas malas e voltar para casa. Mas não Alen, que ainda foi ganhar o rali…









