Já lá vão vinte e três anos depois de Louise Aitken-Walker e Tina Thorner terem assustado o mundo dos ralis quando caíram ao Rio Zêzere durante o Rali de Portugal 1990, no troço de Figueiró dos Vinhos. Desde esse ano que a Opel não está envolvida oficialmente nos ralis, uma situação que está prestes a terminar com a recente aposta no Adam Cup e R2.
No início deste ano, a Opel lançou uma competição monomarca na Alemanha e em França, para jovens pilotos. Na base desta competição está o novo Adam, preparado de acordo com os regulamentos da classe R1, dotado com um motor proveniente do Astra de 1,6 litros e 145 cv. Mas no último Rali da Alemanha, o construtor alemão foi mais longe e estreou, ainda como carro de segurança, o Adam R2, cuja potência do motor ascende já aos 190 cv e que pretende ser um digno concorrente do Peugeot 208 R2 ou Ford Fiesta R2.
Dietmar Metrich é o diretor deste projeto e explicou como tem evoluído: “o desporto automóvel começou agora novamente para a Opel, depois de um período de um longo período de abstinência que incluiu os ralis. As especificações do Adam Cup foram já pensadas com o intuito de permitir uma evolução para uma versão R2. O carro que tínhamos inicialmente pensado não podia correr como R1 porque tinha caixa sequencial. Assim, tivemos que o passar para R2 e, na verdade, esta versão R2 tem muito em comum com a do Adam Cup, nomeadamente, ao nível do chassis, célula de sobrevivência, direção, eixo traseiro e suspensão. Mas também apresenta coisas diferentes como coletores de escape, sistema de admissão, pistões, sistemas de refrigeração e até as relações finais de transmissão”.
Assim, é fácil depreender que o projeto da Adam Cup (que alberga interessantes prémios monetários e uma categoria adicional para pilotos até aos 27 anos) tem uma ligação próxima ao do R2 até porque, por exemplo, no final do ano, o piloto que vencer a competição terá direito a participar no Rali da Alemanha de 2014 num Adam R2.












