A limitação do fluxo de combustível na Fórmula 1 já não é uma novidade, mas o diretor da Renault, Cyril Abiteboul, veio agora insurgir-se contra esta medida que está em vigor desde 2014. “Quero garantir que a Fórmula 1 continue a ser a Fórmula 1. Não devemos seguir o caminho da resistência. Uma das coisas que colocou a Fórmula 1 em perigo foi a tentativa de fazer uma combinação com a resistência”, afirmou.
“A resistência tem a ver com eficiência, sustentabilidade e capacidade de cumprir longas distâncias sem nenhum problema. Já a Fórmula 1 tem a ver com corridas curtas e com a capacidade de atacar constantemente”, comparou, acrescentando: “Francamente, mesmo na época dos V8 havia controlo de combustível. Fazia parte das táticas, para maximizar o tempo de volta. Sempre fez parte da Fórmula 1, sem qualquer limitação, por isso eu não removeria completamente a regulação do fluxo de combustível.”
Num olhar sobre a atualidade, Cyril Abiteboul considera: “Com o motor que usamos, todos os fornecedores deveriam ser elogiados pela tecnologia que conseguiram introduzir, reduzindo o consumo de combustível entre 30% a 40%. Isso é incrível, mas essa mensagem fantástica esta a ser destruída pelo fato de o limite de combustível fazer com que o público acredite de que é tudo uma questão de controlar o consumo”, finalizou.










