Com a decisão de sair do WTCC, a LADA deixou numa posição desconfortável a sua tripla de pilotos, formada em 2016 por Gabriele Tarquini, Nicky Catsburg e Hugo Valente. Apesar de o italiano admitir que tal poderá resultar no fim da sua carreira no WTCC, Valente revelou que já tinha pensado sair da equipa ainda antes deste facto ter sido conhecido, uma vez que estava descontente com a forma como a LADA abordava as corridas.
“Já tinha decidido sair da equipa, uma vez que não estava muito satisfeito com a forma como as coisas funcionam aqui. O Nicky e o Gabriele iam testar e eu só sabia que isso tinha acontecido muito depois. Tudo o que a LADA queria testar experimentava no meu carro e eu perdia uma sessão interia se as coisas não funcionassem”.
O piloto de 24 anos acrescentou: “Depois, as coisas aqui funcionam de forma diferente. Venho de uma equipa muito apaixonada como a Campos Racing e as coisas não são assim aqui. Por exemplo, o Viktor [Shapovalov, diretor de equipa] ia fazer uma volta de bicicleta de três horas antes da qualificação, e eu não vejo o Alessandro Mariani [diretor de equipa da Honda JAS] a fazer o mesmo”.
A corrida do Qatar deverá assim ter sido a sua última experiência no Campeonato do Mundo de Turismo, depois de ter sido pai em setembro: “Tenho a sorte de ter um pai bem-sucedido que apoia a minha carriera. Mas tenho quase 25 anos e preciso de começar a fazer o meu próprio dinheiro. Não existem lugares vagos no próximo ano, e se a Classe 1 for para a frente, tanto a BMW como a Audi e a Mercedes têm os seus próprios pilotos e não haverá espaço para mim. Não quero pagar para correr, portanto penso que esta será a minha última corrida no WTCC”.










