O anúncio do alinhamento da Peugeot para o regresso ao WEC deixou os fãs portugueses um pouco desapontados, por não verem lá uma das nossas estrelas. Mas tal não deve ser motivo de preocupação.
Dos sete pilotos escolhidos pela Peugeot para a nova era da resistência, um deles, Paul do Resta, é colega de equipa de Filipe Albuquerque no WEC e outro, Jean-Éric Vergne é colega de António Félix da Costa na Fórmula E.
Se analisarmos de forma ligeira os dados, vemos que Albuquerque tem muito mais experiência que Di Resta e Félix da Costa Levou a melhor no seu primeiro ano na DS Techeetah frente a Vergne. Loic Duval é um nome que não merce contestação, Gustavo Menezes tem experiência, mas não é superior aos pilotos lusos, Kevin Magnussen é ainda um estreante na resistência e Mikkel Jensen é um jovem ainda que tem de evoluir ainda.
Se o “esquecimento” em relação a Filipe Albuquerque pode se entender de alguma forma, embora ele esteja ligado ao grupo PSA pela DS Techeetah, já o caso de Félix da Costa custa um pouco mais a entender. Albuquerque é um dos melhores do mundo da resistência, tem experiência, é dos poucos pilotos a ter pilotado os três chassis LMP2 (Dallara, Oreca e Ligier), tendo desempenhado um papel fulcral no desenvolvimento do Ligier e do Dallara. Já venceu no WEC, no ELMS, no IMSA, é preciso fazer um esforço de memória tremendo para nos lembrarmos do último erro em pista e a prestação em Daytona, com carro novo, equipa nova, realidade nova mostra que o talento e o conhecimento do piloto de Coimbra são à prova de tudo o que a competição pode exigir.
Félix da Costa já pilotou no endurance pela BMW, pilotou em Daytona com um LMP2, mesma máquina que usou em 2020 no WEC, também com sucesso. Tem menos experiência que Albuquerque é certo, mas tem aprendido rapidamente e desde o seu início de aventura na resistência, é também difícil apontar-lhe um erro. Ambos têm sido consistentes, ambos sabem trabalhar com sistemas híbridos ou elétricos (Albuquerque na Audi e Félix da Costa na Fórmula E) e ambos são rápidos. Assim este primeiro “comboio” que passou sem parar na estação portuguesa não deve assustar os fãs.
Albuquerque e Félix da Costa têm certamente outras portas abertas, senão mesmo escancaradas. É uma questão de tempo até termos boas notícias dos nossos compatriotas. Pessoalmente, faço votos para que ambos possam estar no mesmo carro. Assim seria mais fácil para nós seguir a corrida e mais fácil para a equipa que os contratasse. Olhando para o que os nosso pilotos têm dito, há motivos para esperar ansiosamente pelas novidades que chegarão num futuro não muito longínquo.













Honestamente, depois do que o Olivier Quesnel fez com o Pedro Lamy em Le Mans, fiquei ressabiado… Se a equipa se mantiver com a mesma direcção, até acho melhor irem para outras paragens…
Sinceramente não me espanta nada, e não me incomoda muito, considerando o chauvinismo característico dos franceses, principalmente em relação ao sul da Europa, e a maneira como “despacharam” Lamy, não acho que os dois portugueses tivessem o melhor tratamento dentro da Peugeot.
Com a Porsche já com o projecto definido, a Audi com grande interesse, a Ferrari a piscar o olho e a SCG já com o carro quase pronto, creio que não vão faltar cadeiras para os nossos rapazes.
Enfim infelizmente nada de novo! Um piloto português não tem de ser melhor do que os outros, tem de humilhar os outros em pista e depois ainda rezar para que se lembrem dele… basta ver como o Sr Paul Dalla Lana despachou o Lamy depois deste ter andado a carregar com a equipa às costas durante anos! Espero sinceramente que hajam mais marés para os nossos pilotos, sobretudo para o Filipe, uma vez que o AFC vai manter-se focado na fórmula E, mas uma coisa é certa: se tivessem nascido aqui ao lado ou num outro país da europa central… Ler mais »
Esta notícia do Autosport é extraordinária, e contraditória. O Filipe Albuquerque é obviamente melhor do que o Paul di Resta, que faz corridas intercaladas com os comentátios de Fórmula 1, e segundo o Autosport o Félix da Costa é igualmente melhor do que o Vergne. Mas logo a seguir diz que foram estes os escolhidos para o programa da Peugeot, com mais uns quantos “inexperientes” neste campeonato. O que é no meu entender bastante estranho, escolherem os menos bons. E aí o Autosport novamente diz que não haverá motivo de preocupação, irão ambos ter lugar noutras estruturas. Mas se dentro… Ler mais »
Era mais que previsivel, somos pouco mais de dez milhões mas temos conseguido coisas incriveis comparados com paises de muitos milhões e como tal somos invejados/odiados por muitos povos, só Paris e a região envolvente (ilha de França) tem mais dois milhões de habitantes que o nosso querido Portugal, somos pequeninos mas BONS. Temos alguns dos melhores pilotos do mundo, alguns dos melhores futebolistas do mundo, ou até mesmo o melhor, alguns dos melhores cientistas nas mais diversas áreas e tudo isto num País que tem menos habitantes que algumas cidades por este mundo fora e isso faz muita mossa… Ler mais »
Confesso que quando vi o alinhamento fiquei surpreendido com os nomes da Peugeot, com a ligação DS e com os resultados do Filipe não se percebe muito bem.. Pode ser que a Porsche o ponha a fazer equipa com o Lotterer e que limpem o chão com a Peugeot, desde os tempos do diesel que tenho um ódio de estimação com a Peugeot, quanto ao António talvez ainda não tenha CV no endurance para a categoria máxima mas espero que tenha lugar num bom projeto pois tirando o Duval não fica atrás de nenhum da Peugeot