As equipas privadas e os construtores estão em conflito sobre que tipo de carros querem ver no Campeonato do Mundo de Endurance, na classe GTE-AM. Esta categoria, idealizada para pilotos amadores poderem lutar por uma vitória frente às equipas de fábrica dos GT, costuma usar carros com um ano de atraso na regulamentação, mas algumas equipas pretendem congelar as regras atuais.
Esta pretensão vem da parte de Paul Dalla Lana, que financia o programa privado da Aston Martin Racing onde corre Pedro Lamy, e de Christian Ried e Mike Wainwright, diretores da equipas que usam carros da Porsche, a Proton Competition e Gulf Racing UK. Os carros de 2016 têm algumas diferenças fundamentais, nomeadamente no campo da aerodinâmica, mas o Ford GT e o Ferrari 488 também beneficiam de motores turbo.
Mas a AF Corse, associada da Ferrari, poderá ser o principal obstáculo a esta pretensão. Basicamente, a equipa italiana já domina o panorama da classe GTE para pilotos amadores, com vários projetos tanto no WEC como na European Le Mans Series, além de projetos oriundos da Ásia, todos ansiosos por trocar para o mais competitivo 488 GTE. Além do mais, Amato Ferrari, diretor da equipa, anunciou que já vendeu todos os 458 e que nenhum estará disponível para correr em 2017.










