O contingente português no Campeonato do Mundo de Resistência (WEC) não é composto apenas por pilotos. A equipa nacional Algarve Pro Racing (APR) teve de encontrar uma solução rapidamente para continuar a trabalhar e manter os seus postos de trabalho, depois de retirada a inscrição da G-Drive do WEC, a equipa russa que era operada pela estrutura portuguesa. A G-Drive, como o AutoSport deu conta, não aceitou as condições da FIA para pilotos e equipas russas poderem competir nos seus campeonato e retirou-se da lista de inscritos, deixando a APR sem trabalho.
O norte-americano Steven Thomas, que substituiu Daniil Kvyat como um dos 3 pilotos do carro, permitiu à estrutura portuguesa poder continuar na classe LMP2 do WEC com o carro #45 e manter os seus funcionários.
Thomas contou ao Sportscar365.com que “tínhamos falado um pouco se eles podiam operar o meu carro em Le Mans. Estava a tentar uma entrada em Le Mans. Tínhamos estado a falar com várias equipas. Então Stewart [Cox, responsável pela APR] contactou-me e explicou-me os problemas que tinham. Parecia uma força do bem numa situação horrível, horrível. Parecia uma pequena coisinha boa que podíamos fazer. Todas estas pessoas ainda estão a trabalhar. Caso contrário, não estariam”.
Thomas ainda explicou como surgiu a oportunidade de competir no calendário completo do WEC com a Algarve Pro Racing. “[Stewart] perguntou-me: ‘Está interessado em correr toda a temporada? Eu perguntei: ‘Bem, o que acontece se eu não o fizer? “[Stewart] respondeu, ‘Estou a tentar tudo o que posso para gerir a equipa, mas podemos não ser capazes de correr’. Claro que eu já estava a correr no IMSA. Falei com os meus sócios e com a minha firma, Fear the TAFS decidiu intervir e ser o patrocinador para pilotar o carro. Para mim é super excitante. Posso fazer Le Mans e toda a temporada”.
Foto: JB Photopress/José Bispo












