Foi há três anos que a tão desejada convergência entre o WEC e o IMSA foi conseguida. Três anos que resultaram no arranque de uma nova era, entusiasmante em todos os aspetos e que nos poderá dar talvez a melhor era das corridas de endurance.
Até 2020, a IMSA e o ACO andaram sempre de costas voltadas. Não que houvesse mau ambiente entre as organizações, mas cada uma trilhava o seu caminho de forma irredutível, apesar das várias tentativas de aproximação. A criação dos DPi foi uma dessas tentativas falhadas de aproximação que não deram em nada. Aliás, deram as bases para o que seria depois os LMDh. Mas olhando para os efeitos práticos, continuávamos com dois campeonatos com regras diferentes e quem quisesse ganhar Daytona e Le Mans num ano, teria de fazer um investimento a dobrar. A entrada em cena dos Hypercars mudou tudo. Inicialmente a FIA não quis falar de convergência com os americanos, mas a receção fria aos novos regulamentos abriu uma porta que trouxe um admirável mundo novo. ACO e IMSA voltaram a sentar-se à mesa, desta vez determinados em encontrar uma solução conjunta que resultou na convergência técnica dos LMDh com os LMH. Ou seja, os LMDh poderiam correr em Le Mans e os LMH poderiam correr em Daytona. O sonho dos fãs estava assim concretizado.
O resultado desta convergência é que, olhando para os carros já em pista e os carros projetados, podemos ter, potencialmente, 11 marcas diferentes a lutar pela vitória nas duas principais provas de resistência. Claro que, na prática, o cenário é outro, e algumas marcas que correm no WEC, não pretendem correr no IMSA e vice-versa. Mas isso pode ser conseguido se o BoP entre os LMDh e os LMH conseguir uma equivalência de performance real, em que nem LMDh, nem LMH ficam beneficiados. O segredo do sucesso desta convergência estará sempre no sucesso do BoP. Se for conseguido uma convergência, também no andamento dos carros… a era dourada da resistência será uma realidade.
Foto: Michael L. Levitt








