Afinal, a Ferrari vai mesmo regressar a Le Mans, comprometendo-se hoje com um programa oficial de fábrica em Le Mans, no que é o primeiro passo para um possível regresso ao lugar mais alto do pódio das 24 Horas de Le Mans em quase seis décadas, já que o último triunfo dos carros do Cavallino Rampante foi em 1965. A Ferrari vai desenvolver um LMH para correr na classe Hypercar do Mundial de Endurance a partir de 2023: “Em mais de 70 anos de corridas trouxemos os nossos carros com rodas cobertas para triunfar em pistas de todo o mundo, experimentando soluções tecnológicas de ponta: inovações que vêm dos circuitos e fazem com que cada carro de estrada produzido em Maranello”, disse o presidente da Ferrari, John Elkann.
A marca italiana volta assim à classe superior do Mundial de Endurance pela primeira vez desde 1973, e será mais um grande fabricante a confirmar a sua participação na nova categoria Hypercar, juntando-se à Toyota, Peugeot, Scuderia Cameron Glickenhaus e ByKolles no desenvolvimento de um LMH. Audi, Porsche e Acura confirmaram os programas da LMDh, até agora.
Com a implementação do teto orçamental na Fórmula 1 este ano, firmado nos 145 milhões de dólares, Mattia Binotto apontou que a marca de Maranello poderia regressar a curto trecho à luta pela vitória na clássica francesa ou ingressar pela primeira vez oficialmente na IndyCar, com o intuito de vencer as 500 Milhas de Indianápolis.
A competição norte-americana acabou por ser colocada de lado, dado a Ferrari não poder construir o seu próprio chassis, uma situação que para o construtor transalpino é uma condição inegociável, restando o regresso a Le Mans na classe máxima da prova como opção.
Pela mesma ordem de ideias, um LMDh para vencer a prova de La Sarthe seria igualmente uma solução que não agradará aos homens de Maranello, sendo a opção real um Hypercar, o que se confirma, e que terá agora de ser criado de raiz, uma vez que partir de um carro de estrada não garante a competitividade necessária.
Esta é uma solução mais cara e mais difícil de rentabilizar através de um programa de venda de carros a clientes, dado que estes serão bastante mais caros que os LMDh, opção tomada pela Porsche e pela Audi, tendo em mente a rentabilização da venda de protótipos a equipas privadas.










