Sabia-se que a Toyota teria a vantagem do seu lado, quer pela experiência, quer pela estrutura e tecnologia. A FIA e o ACO tiveram de encontrar um equilíbrio impossível de atingir entre a vontade de ter privados e a necessidade de mostrar que a tecnologia híbrida é a solução para o futuro. Chegou-se a um ponto
desconfortável para quem é fã do WEC de ver EoT serem mudados de forma pouco justificável, dando quase sempre vantagem aos híbridos (mesmo já quando não precisavam) e o ânimo de ver um WEC subsistir apesar dos vários golpes desvaneceu quando se entendeu que a competição afinal não seria equilibrada como se apregoava.
Apenas cinco LMP1 terminaram a prova e curiosamente ambos os híbridos sem problemas. Dos restantes… apenas a Rebellion apresentou capacidade de fazer alguma sombra aos Toyota e até isso foi sol de pouca dura. Albuquerque bem nos disse que os privados tinham projetos interessantes, mas que apenas a Rebellion tinha um projeto sólido. Infelizmente confirmou-se e vemos que há muito trabalho pela frente por parte destas equipas para poderem ser realmente competitivas. Tivemos equipas que fizeram a primeira prova em Le Mans, outras que se debateram com problemas fundamentais de desenho do chassis ou falta de fiabilidade típica da falta de experiência.
O domínio da Toyota foi demasiado grande e os privados nunca sentiram que podiam ser ameaça. Talvez tenha sido esse o problema. Destaque para a Rebellion que se apresentou com argumentos para algo mais.









