António Félix da Costa falou com os jornalistas da Eurosport que estão a fazer a transmissão das 24h de Le Mans. O piloto português reconheceu que o ritmo não é ainda o ideal, mas mantém-se otimista. O objetivo é o triunfo nos Pro Am, piscando o olho à vitória nos LMP2. AFC admitiu que os mosquitos têm sido um problema e que quer voltar aos Hypercars já em 2026.
“Apesar de algumas dificuldades com o carro, o nosso objetivo mantém-se claro: queremos vencer a classe LMP2 Pro/Am. Sabemos que não temos o ritmo puro dos carros da frente, especialmente porque o François não é um piloto profissional, mas com uma boa gestão dos tempos dele e, quem sabe, alguma ajuda dos safety cars, tudo pode acontecer. O plano é que, entre as 8 da manhã e as 4 da tarde, o Matthieu Vaxivière e eu estejamos ao volante para tentar manter-nos na volta do líder da LMP2 geral.
Temos trabalhado no setup ao longo da semana. Neste momento o carro ainda está a fugir um pouco de traseira, mas acreditamos que à noite, com a queda das temperaturas, as condições possam vir mais ao nosso encontro. De qualquer forma, já afinámos o carro a pensar num cenário sem tanto sol.
Na LMP2 não temos tantas ferramentas de afinação como na classe Hypercar. Aqui é quase tudo mecânico. O que podemos fazer é ajustar as pressões dos pneus conforme entram os novos jogos, e tentar manter o carro o mais equilibrado possível ao longo das várias fases da corrida.
Ah, e os mosquitos… estão em força este ano. Está mesmo complicado. O François parou na box e a primeira coisa que pediu foi para limpar o vidro. À medida que o sol se põe, a coisa piora, mas lá para a noite e manhã deve acalmar.
No fim de contas, é impossível não desfrutar disto. Quem gosta de corridas, não tem como não se emocionar a ver esta prova ao vivo, a sentir a reta da Mulsanne a fundo. A minha última participação antes desta foi nos Hypercars, e voltar este ano era essencial — queria manter viva essa ligação. O objetivo, claro, é voltar a tempo inteiro, porque estamos a viver uma era de ouro no endurance e eu não quero ficar de fora”.










