A Genesis Magma Racing completou as 6 Horas de São Paulo com a fiabilidade técnica dos seus dois GMR-001 Hypercars como o grande ponto positivo. Contudo, a equipa saiu de Interlagos sem pontuar, após uma primeira metade de corrida marcada por penalizações que relegaram ambos os carros para o fundo da classificação.
Penalizações travam potencial estratégico
Num circuito tão curto e exigente como o de Interlagos, o tráfego provou ser um obstáculo significativo para os pilotos André Lotterer e Dani Juncadella nos turnos iniciais. A corrida da equipa foi severamente comprometida por erros e sanções precoces — incluindo um drive-through para o carro nº 19 — que obrigaram a uma gestão defensiva.

Em resposta, a equipa adotou uma estratégia de extensão dos turnos, beneficiando da eficiência energética dos GMR-001. Esta tática permitiu a ambos os carros subir na hierarquia à medida que os adversários realizavam as suas paragens obrigatórias, com Lotterer a chegar a liderar brevemente a prova. Contudo, sem a interrupção de incidentes que beneficiassem a recuperação, a equipa não conseguiu capitalizar a estratégia.
O carro n.º 17, com o contributo do herói local Pipo Derani, terminou no 15º lugar, enquanto o nº 19, após uma recuperação de Mathieu Jaminet e um turno final de Paul-Loup Chatin, cruzou a linha de meta na 13.ª posição.
Balanço da equipa e foco no futuro
Cyril Abiteboul, diretor de equipa da Genesis Magma Racing, destacou a fiabilidade como o principal marco desta jornada. “O maior aspeto positivo foi, claramente, o nível de fiabilidade. Conseguir levar ambos os carros até ao fim sem problemas técnicos era um dos nossos objetivos principais”, afirmou, reconhecendo, contudo, que esta estabilidade expõe agora as limitações operacionais e de performance do pacote atual.
Os pilotos partilharam o sentimento de frustração, mas focaram-se na curva de aprendizagem. André Lotterer admitiu que “foi um dia difícil porque, na verdade, estávamos a ser competitivos”, mas sublinhou que pequenos erros foram fatais.
Dani Juncadella descreveu o seu turno como “provavelmente os dois meses mais selvagens” que já viveu num carro de corrida, lamentando os toques e as penalizações que ditaram a perda de uma volta face à liderança.
Com a pausa de verão do FIA WEC, a equipa prepara-se agora para um teste em Austin, antes do regresso à competição no Circuit of the Americas, onde procurará transformar a experiência acumulada em resultados pontuáveis.
FOTO Genesis/Nick Dungan Drew Gibson Photography








