Começam hoje, no circuito de Valencia, os dois dias de testes paras as máquinas do TCR, que irá resultar no famoso BoP, sigla inglesa para “Balance of Performance” (Balanço de performance). Em pista estarão 11 máquinas para que os responsáveis possam encontrar a fórmula certa para equilibrar os andamentos das máquinas.
Encontrar o compromisso ideal para todos os carros é uma tarefa que tem tanto de complicada como de inglória, pois o andamento de um carro depende de inúmeras variáveis. Acertando com o BoP, a probabilidade de termos corridas melhores aumenta consideravelmente. Um BoP mal feito resulta invariavelmente num domínio de uma marca, algo que não é desejado (o exemplo do WTCC é perfeito para mostrar o que um domínio exagerado pode fazer a um campeonato).
Os carros serão sujeitos a uma bateria de testes que incluem, voltas com pneus novos, voltas com pneus usados e um stint mais longo para entender o consumo de pneus do carro. São analisados os tempos por volta, velocidade em curva, pontos de travagem, aceleração, velocidade de ponta. Além disso os carros são ainda verificados num dinamómetro para verificar a performance dos motores.
O encarregado de levar os carros para a pista será Dan LLoyd, que assumirá o papel que era de Nicola Larini. O britânico de 25 anos tem já uma vasta experiência em carros de tração dianteira e estará a trabalhar para os homens da FIA e do TCR que em conjunto irão avaliar as prestações e definir o BoP para o WTCR e para os vários campeonatos TCR.
As máquinas em pista serão as seguintes: Alfa Romeo (Giulietta), Audi (A3 LMS), Honda (Civic), Hyundai (i30), Kia (Cee’d), Lada, Opel (Astra), Peugeot (308), Renault (Mégane), Seat (Leon) et Volkswagen (Golf). De notar a ausência da Subaru e do Ford, dois projetos independentes mas que infelizmente não tiveram continuidade.
O resultado destes testes serão conhecidos em março, embora o BoP possa ir sendo adaptado ao longo do ano.










