Robert Wickens, piloto canadiano, vivia o seu sonho na IndyCar em 2018 quando sofreu um grave acidente que o deixou paraplégico. Após anos de reabilitação, voltou às pistas. Em 2025, já correu pela equipa DXDT Racing em cinco provas com o Corvette Z06 GT3.R.
Na estreia em Long Beach, Wickens mostrou bom desempenho, marcando o segundo melhor tempo da categoria GTD nos treinos e destacando a sua adaptação ao carro. Wickens utiliza um sistema eletrónico de travões desenvolvido pela Bosch, operado por, logicamente apenas por comandos manuais, o que foi essencial para seu regresso às corridas.
Wickens tem vindo a elogiar o apoio das equipas Bryan Herta Autosport e DXDT, que confiaram no seu talento e viabilizaram o seu regresso, ressaltando também a ajuda do companheiro de equipa, Tommy Milner e o carinho do público nos eventos.
Recorde-se que Robert Wickens sofreu um grave acidente durante as 500 Milhas de Pocono, na IndyCar, em agosto de 2018. O acidente resultou em múltiplas lesões graves, incluindo, fratura da coluna vertebral torácica, lesão da medula espinhal, fratura do pescoço, fraturas nas duas pernas (incluindo tíbia, fíbula e tornozelos), fratura do braço e das mãos, lesão pulmonar.
Após o acidente, Wickens passou por várias cirurgias, incluindo procedimentos na coluna, pernas e mãos.
A gravidade da lesão na medula espinhal resultou em paraplegia, condição que o próprio piloto confirmou publicamente algum tempo depois.
Apesar do diagnóstico de paraplegia, Wickens iniciou um longo e intenso processo de reabilitação e foi partilhando vídeos com o seu progresso, mostrando pequenos movimentos nas pernas, o que continua a dar esperança de maior recuperação. A sua determinação levou-o a regressar às pistas, mais de três anos após o acidente, Wickens voltou a competir, agora em categorias de turismo adaptadas, tornando-se um exemplo de superação no automobilismo.
O piloto sonha regressar às Indy 500, agora com a possibilidade de adaptar o sistema Bosch a um carro da IndyCar. No entanto, ele reconhece os desafios de segurança, já que os seus travões estão no volante e, em caso de acidente, não poderia soltá-lo como outros pilotos fazem para evitar lesões.
Mas o sonho comanda a vida e mais do que apenas participar, Wickens quer voltar a competir ao mais alto nível.
Que a sua resiliência e paixão pelo automobilismo sejam uma inspiração, e estamos todos a torcer por Robert Wickens em cada curva do seu caminho de regresso às pistas!
FOTO Facebook Robert Wickens










