Para o português Miguel Faísca, aquilo que, há seis meses, só fazia virtualmente aos comandos de uma PlayStation, vai tornar-se realidade na próxima quinta-feira, quando se sentar, como piloto oficial, aos comandos de um Nissan 370Z real, para disputar os primeiros treinos para as 24 Horas do Dubai.
E esta é só a primeira das várias participações que estão previstas como piloto oficial da Nissan, em 2014. O jovem piloto nacional vai fazer equipa com o espanhol Lucas Ordóñez (o vencedor da primeira edição do GT Academy), o alemão Florian Strauss, o americano Nickolas McMillen e o russo Stanislav Aksenov, os pilotos que, em 2013, venceram o GT Academy reservado aos seus respectivos territórios.
Como admite Miguel Faísca, “ainda hoje tenho a sensação de que tudo não passa de um sonho. A sensação é absolutamente incrível, sobretudo se pensar que, há escassos meses, o sonho de ser piloto não passava de uma utopia”. O português reconhece que o intenso programa de preparação a que foi sujeito em Inglaterra entre outubro e dezembro vai ser importante quando chegar a hora de ir para a pista, embora sublinhe que “apesar de tudo, vou viver uma experiência completamente nova para mim. Trata-se da minha estreia em competições internacionais, não conheço a pista e é a primeira vez que os cinco pilotos vão formar uma equipa”.
Dadas as circunstâncias, Miguel Faísca assume que os objectivos associados à participação nas 24 Horas do Dubai passam por “aprender o máximo possível, procurar não cometer erros e chegar ao fim da corrida, o que, por si só, já seria uma vitória. Se esses objectivos forem cumpridos, até acredito que é possível alcançar um bom resultado na categoria, mas honestamente, não vou partir com essa pressão”.












