Antevia-se uma estreia auspiciosa para Filipe Albuquerque nas 24 horas de Le Mans pois o piloto português e os seus companheiros de equipa, Marco Bonanomi e Oliver Jarvis, depois de arrancarem da quinta posição da grelha, o melhor dos Audi, estavam esperançados em concluir a prova num lugar do pódio, mas quando estava apenas decorrida hora e meia de competição, e ocupava o terceiro lugar da tabela, num período em que a chuva apareceu e o ‘safety-car” estava em pista, Sam Bird, num Ferrari da AF Corse abalroou violentamente o Audi de Marco Bonanomi, danificando de tal forma o R18, que quase de imediato se percebeu não teria hipóteses de continuar em pista.
Um desfecho inglório naquela que seria a estreia de Albuquerque na mais emblemática prova do automobilismo mundial. Ficou no entanto a satisfação de ter conseguido o Troféu de Melhor Piloto Estreante na Qualificação e de ter percebido que teriam condições de lutar pela vitória: “Não há muito que possa dizer. É um sentimento ‘agridoce’. Estávamos tão bem, com um andamento impressionante e quando menos se espera, o pior acontece. Sabemos que as ‘ratoeiras’ de Le Mans estão onde menos esperamos mas nunca pensei que fosse connosco. Foi uma pena por tudo o que fizemos e por tudo o que poderíamos vir a fazer. Agora é olhar em frente e esperar pelo próximo ano”, referiu Filipe Albuquerque extremamente desiludido: “sobretudo porque nem sequer tive oportunidade de entrar em pista”.
Assim, e logo que esteja refeito deste ‘balde de água fria’, Filipe Albuquerque vai centrar-se na sua participação no European Le Mans Series, onde espera, sem percalços chegar ao título.










